quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Corpos de mortos em Alcaçuz foram liberados para as famílias sem cabeça


Itep identificou 19 corpos; 26 pessoas morreram em rebelião.
Dos 26 corpos encontrados em Alcaçuz, 15 estavam decapitados.


Thyago MacedoDo G1 RN

Ao todo, Itep recolheu corpos de 26 presos em Alcaçuz (Foto: Divulgação/PM)


































As decapitações e esquartejamentos de presos durante a rebelião registrada no último sábado (14), em Alcaçuz, dificultaram a identificação dos corpos no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) e alguns desses corpos foram liberados para as famílias sem cabeça.

Isso aconteceu porque, após os exames de necropapiloscopia feitos no ITEP, através das digitais das vítimas, os corpos foram oficialmente identificados, mas alguns familiares não reconheceram nenhuma das cabeças que foram recolhidas pelos peritos em Alcaçuz.

A diretoria do Itep confirmou, através da assessoria de imprensa, que quatro corpos foram liberados sem cabeça, mas que isso aconteceu devido às solicitações dos próprios familiares das vítimas.

Até a tarde desta quinta-feira, o Itep afirma que 19 corpos foram identificados.

Confira os nomes dos presos que já foram identificados até agora:
Carlos Cleyton Paixão;
Francisco Adriano Morais dos Santos;
Anderson Matheus Félix dos Santos;
Tarcisio Bernardino da Silva;
Antonio Barbosa do Nascimento Neto;
Jefferson Souza dos Santos;
Jefferson Pedroza Cardoso;
Anderson Barbalho da Silva;
George Santos de Lima;
Diego de Melo Ferreira;
Luiz Carlos da Costa;
Eduardo Reis;
Charmon Chagas da Silva;
Diego Felipe Pereira;
Lenílson de Oliveira Pereira da Silva;
Marlon Pietro do Nascimento;
Cícero Israel de Santana;
Felipe René Silva de Oliveira;
Willian Andrei Santos de Lima.

No último final de semana, 26 pessoas morreram em uma rebelião - nesta quinta, houve outro confronto entre as facções, também com mortes, mas o número de vítimas não foi informado. Segundo a PM, os presos "estão armados e se matando".
Pavilhão 3 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no RN, é queimado na tarde desta quinta (Foto: Elias Medeiros/G1)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

População de Riacho de Santana/RN se manifesta nas redes sociais contra a saída do Sargento Rosano do comando da segurança pública daquele município


A população do município de Riacho de Santana/RN, vai as redes sociais, rádios e meios de comunicações para dizer não a saída do Sargento Rosano Rego um homem destemido sem medo de impor a lei perante aqueles que infringem. Sargento Rosano que vem exercendo um grande trabalho à frente da cidade de forma inesperada irá sair da cidade o mesmo já cotado por três cidades a ficar à frente do destacamento.


Rosane também já foi comandante da segurança pública de São Francisco do Oeste/RN, também desempenhou um grande serviço à frente daquela cidade por mais de longos 8 anos. Então dessa forma o prefeito fica numa sinuca de bico aonde o povo clama e pede para permanência do sargento o Gradiador Rosano Rego na cidade.




Nota do Dantense: Alguns profissionais de segurança deviam seguir o exemplo do Sgt Rosano, a voz do povo é a voz de Deus, quando a população de bem pede a permanência de um profissional de segurança é porque o direito a segurança da população está sendo preservado. Diferente de alguns que visam apenas servir ao gestor municipal.

Ruas de Natal tomadas pelo terror nessa tarde de quarta-feira 18


No início da tarde desta quarta-feira (18) o terror retornou às ruas de Natal.
Elementos não identificados pelas autoridades atearam fogo em um veiculo do governo do estado e em três ônibus urbano.
O ataque ao veículo oficial, que só não foi consumido pela chamas em razão da ação de combate ao fogo por parte de populares, foi registrado no bairro de Mãe Luiza.
No bairro de Brasília Teimosa (frente a praia do Meio) um ônibus da empresa Santa Maria foi totalmente destruído pelas chamas.


Por volta das 15:30hsmm dois outros ônibus foram incendiados no bairro Vale Dourado, na zona Norte de Natal.
Também existe o registro do incêndio de um terminal de ônibus.
Até o presente momento a Polícia não se posicionou sobre o comentário geral que circula por toda capital potiguar de que esses ataques foram determinados pelas facções criminosos que estão sendo transferidas da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, após um massacre acontecido dias atrás.


Fonte: Bira Viegas

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sindicato do Crime domina 28 das 32 cadeias do Rio Grande do Norte



Autoridades de segurança do Rio Grande do Norte estimam que 28 das 32 unidades prisionais do Estado sejam dominadas pelo Sindicato do Crime (SDC), facção aliada ao Comando Vermelho e alvo de um ataque neste sábado que deixou 26 mortos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal. Os assassinatos poderiam desencadear uma reação nas outras cadeias onde a minoria é de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou de detentos considerados neutros.

Ser minoria não impediu que membros do PCC articulassem o ataque de sábado e voltassem a participar de motins nesta segunda-feira em Alcaçuz. Presos ligados ao Sindicato do Crime também subiram no teto dos pavilhões com bandeiras onde se lia “Queremos paz, mas não iremos fugir da guerra”. Na estrutura, picharam nomes de aliados como a Okaida, da Paraíba, o Primeiro Grupo Catarinense, de Santa Catarina, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro.

Agentes penitenciários disseram que a situação na unidade continuava tensa nesta segunda com a possibilidade de reação do Sindicato e a resistência de integrantes do PCC em serem transferidos.

Segundo a presidência do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado, somente o presídio Rogério Coutinho Madruga – no mesmo terreno de Alcaçuz e de onde partiram os detentos envolvidos com as mortes –, a cadeia de Paus dos Ferros, a de Caraúbas e um pavilhão na unidade Mário Negócio, em Mossoró – essas três no interior do Estado –, têm maioria do PCC.

“Não imaginávamos que eles teriam a ousadia de atacar no presídio em que não têm maioria. Agora, o risco fica ainda mais intenso”, disse Vilma Batista, presidente do sindicato dos agentes.

O cenário de descontrole é ratificado pelo juiz de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar Vilar dos Santos. “O Estado até então só tinha controle dos muros de Alcaçuz. Dentro, quem mandava já eram os presos. Agora a situação piorou e se repete nas demais unidades”, afirmou.

Para o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Rinaldo Reis, a possibilidade é grande de novos confrontos. “Não tenho nenhuma dúvida de que essa guerra não acaba aqui. Não estou profetizando, mas apenas observando que todos os ingredientes estão postos para isso”, disse. “As mortes são extremamente graves, mas não posso dizer que foi uma surpresa. O sistema penitenciário, não só daqui como de outros Estados, está em ruínas.”

Separação

A divisão de facções por presídios diferentes começou no Estado em 2015, depois de uma série de rebeliões. Em junho daquele ano, a já frágil relação entre SDC e PCC foi rompida com a morte do detento Alexandre Teodósio, o Pelelê, membro da facção de origem paulista que, segundo o Ministério Público, desencadeou uma sequência de atos de violência, com assassinatos dentro e fora das cadeias.

Segundo promotores que investigaram as organizações, o SDC foi fundado em 27 de março de 2013 por uma dissidência do PCC. A compreensão do grupo era de que o estatuto vigente até então era aplicado com excessivo rigor – como o tratamento com inadimplentes com a contribuição mensal –, além da insatisfação com a obrigação de prestar contas a detentos de outros Estados. O grupo paulista acabou compartilhando a expertise de métodos de atuação criminosa, “capacitando os presos potiguares quanto ao funcionamento desse tipo de organização”.
Fonte: Mossoró Noticia.

Polícia Civil realiza oitiva de detentos que participaram de rebelião em Alcaçuz


Os cinco presidiários serão transferidos para um presídio federal ainda nao revelado pelo governo

Sérgio Costa/Portal BO
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte ouviu cinco detentos, que participaram da rebelião que aconteceu no último sábado (14), na Penitenciária de Alcaçuz.Foram ouvidos José Cláudio Candido do Prado, 37 anos; Tiago de Souza Soares, 30 anos; Paulo da Silva Santos, 42 anos; João Francisco dos Santos, 30 anos e Paulo Márcio Rodrigues de Araújo, 31 anos. Os presos foram ouvidos na Central de Flagrantes da Polícia Civil, nesta segunda-feira (16), pelo delegado Marcos Vinícius (DHPP),integrante da comissão designada para investigar as mortes ocorridas em Alcaçuz.
Os detentos que participaram do motim serão indiciados pela Polícia Civil por todos os crimes que cometeram durante a rebelião. “Através de investigações, realizamos o flagrante de parte dos chefes de facções criminosas, e a partir disso também identificaremos outros participantes dos crimes, sejam de homicídio, tentativa de homicídio, lesão corporal, associação criminosa ou danos ao patrimônio público. Eles serão indiciados por essas práticas e colocados no sistema penitenciário”, afirma o delegado geral de Polícia Civil, Claiton Pinho.
“Flagranteamos essas pessoas apontadas como líderes, e a partir disso iremos apurar tudo o que aconteceu ali em Alcaçuz. Os autores desses crimes precisam ser responsabilizados e para que isso aconteça estamos trabalhando para a identificação desses e dos demais participantes. Através dos resultados obtidos nesta segunda-feira, demos um passo inicial importante para uma grande investigação”, destaca a diretora de Polícia Civil da Grande Natal (DPGRAN), Sheila Freitas.
“No local do crime, nossos policiais conseguiram colher materiais para análises e isto nos ajudou a identificar a autoria dos crimes. A investigação de todos os delitos cometidos em Alcaçuz serão investigados por umacomissão de delegados que já está definida”, detalhou odelegado Marcos Vinícius dos Santos.
Quem são os detentos ouvidos pela Polícia Civil:
1) José Cláudio Candido do Prado: Ele foi condenado a 75 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas. José Cláudio é do Estado de Mato Grosso.
2) Tiago de Souza Soares:Condenado a 38 anos e seis meses pela prática dos crimes de homicídio e tráfico de drogas.
3) Paulo da Silva Santos:condenado a 32 anos pelos crimes de extorsão e tráfico de drogas.
4) João Francisco dos Santos:condenado a 39 anos por ter matado o jornalista F Gomes.
5) Paulo Márcio Rodrigues de Araújo: é preso provisório, ainda não foi condenado. Ele é da cidade de Ipanguaçu.

Artigo de Getúlio Rêgo: “Um novo avanço no combate às doenças renais vira lei no RN"


Crédito da Foto: João Gilberto

Através de iniciativa e elaboração do deputado estadual Getúlio Rêgo, foi transformado em lei (Lei n. 10.116 de 18 de outubro de 2016) o Projeto de Lei n. 104/2016 que dispunha sobre a obrigatoriedade de informações a respeito da estimativa da Taxa de Filtração Glomerular pelos Laboratórios de Análises Clínicas, públicos e privados, no Estado do Rio Grande do Norte, bem como suas demais providências.


Essa conquista foi um avanço para a sociedade como um todo, uma vez que ganham a sociedade, com a otimização do diagnóstico precoce de possíveis doenças renais, o Poder Público e os Planos de Saúde.


Atualmente a doença renal crônica (DRC) é um grave problema de saúde em todo o globo. Forças tarefas internacionais e, no Brasil, a sociedade brasileira de nefrologia, se mobilizam para alertar os agentes governamentais e a população a respeito do impacto surpreendente que a DRC traz aos sistemas de saúde, público e privado. Em decorrência do aumento da longevidade da população e da atual epidemia de doenças crônicas não transmissíveis, a doença renal vem aumentando sua incidência e prevalência de maneira alarmante.


Na última década, mais do que triplicou o número de pacientes. Somente no ano de 2015, segundo dados da sociedade brasileira de nefrologia (SBN), aproximadamente 20 milhões de brasileiros foram diagnosticados com doença renal crônica. Destes, 121 mil estão em terapia de substituição renal. A consequência disso é um impacto significativo no Sistema Único de Saúde (SUS), consumindo recursos humanos e pecuniários, ocupando leitos hospitalares e numerosas vagas em Unidades de Terapia Intensiva. Nesse mesmo ano, o gasto foi superior a 2 bilhões de reais.


No Rio Grande do Norte, a estimativa da SBN é de que existem 340 mil pessoas com doença renal crônica, sendo 2 mil com a doença no seu estágio terminal e, consequentemente, exigindo terapia de substituição renal –hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal. A maior parte dessa população não tem diagnóstico ou acompanhamento precoce e, como consequência, evolui inexoravelmente para a doença terminal, onde o custo do tratamento sofre um aumento desproporcional, com problemas cardiovasculares, internações frequentes, idas a unidades de emergência, remoção entre unidades hospitalares, realização de exames, demandando escala de médicos especialistas nos hospitais, etc.


Deste modo, o objetivo da iniciativa do Deputado Getúlio Rêgo, incentivado pela Sociedade de Nefrologia do Estado do Rio Grande do Norte, foi o de oferecer um instrumento facilitador de reconhecimento da doença renal crônica pelos médicos não especialistas, permitindo o diagnóstico precoce e a intervenção de modo a evitar a evolução para estágios mais avançados, além de avaliar a necessidade de encaminhamento para cuidados especializados.


Dessa maneira, nasceu a ideia da propositura de um Projeto de Lei que obrigasse todos os laboratórios clínicos do estado do Rio Grande do Norte a fornecer o resultado da estimativa da taxa de filtração glomerular, estimada no resultado de todos os exames de creatinina sérica, através da aplicação da fórmula CKD-EPI. Uma legislação inovadora, que coloca o Rio Grande do Norte como estado pioneiro (ressalte-se que a cidade de Juiz de Fora/MG, além de outros países, destacadamente a Austrália, seguindo as recomendações do National Kidney Disease Education Program – NKDEP, órgão do National Institute of Health, também foram pioneiros quanto à adoção desse projeto).




Valendo ressaltar que a referida Lei 10.116/2016 passou a vigorar no dia 18 de outubro de 2016 (data de sua publicação), tendo os laboratórios o prazo de 60 (sessenta) dias para se adaptar à nova legislação, sob pena de advertência e posterior aplicação de multa no caso de descumprimento da mesma.
Foto e Fonte: Icem Caraúbas

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Chefes de facção que promoveu matança deixam Alcaçuz


Cinco presos vão prestar depoimento e, em seguida, serão transferidos.
Situação ainda é tensa na penitenciária onde 26 mortos em rebelião.

Anderson Barbosa, Fernanda Zauli e Fred CarvalhoDo G1 RN

Cinco presos deixaram a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, na tarde desta segunda-feira (16). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, esses detentos estariam entre os chefes da facção que promoveu a matança de presos entre o sábado (14) e o domingo (15) dentro da unidade. Eles foram levados para a Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Natal, para prestar depoimento a uma comissão de delegados e, de lá, serão transferidos para outra unidade prisional. Por questões de segurança, o governo não informou para qual presídio eles serão levados.

Neste fim de semana, 26 detentos de Alcaçuz morreram em uma rebelião que durou mais de 14 horas.

Segundo o secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc), Wallber Virgolino, a rebelião em Alcaçuz começou na tarde do sábado logo após o horário de visita. O secretário disse que os presos do pavilhão 5, que abriga integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), usando armas brancas, quebraram parte de um muro e invadiram o pavilhão 4, onde há presos que integram o Sindicato do Crime, facção criminosa rival do PCC. Ainda de acordo com Virgolino, todos os 26 mortos são do Sindicato.
Chefes de facção que promoveu matança em Alcaçuz são transferidos (Foto: Jocaff Souza/ G1 RN)

Os presos amanheceram a segunda-feira em cima dos telhados dos pavilhões com paus, pedras e facas nas mãos, além de bandeiras com as siglas de facções criminosas. A Sejuc nega que a rebelião tenha sido retomada, mas diz que a situação é tensa dentro da unidade. Por volta das 11h50 a Polícia Militar entrou na área dos pavilhões e os detentos desceram dos telhados.

A Polícia Militar, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e Grupo de Escolta Penal (GEP) retirou do presídio os cinco detentos apontados – segundo investigações das forças de segurança do Rio Grande do Norte – como os chefes da rebelião que terminou com presos mortos e feridos.

Após negociação, PM, GOE e GEP fizeram buscas nos pavilhões 4 e 5 e conseguiram identificar os cinco suspeitos, que foram encaminhados para a Polícia Civil, onde serão interrogados pelas autoriRebelião

O motim começou com uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5 por volta das 17h de sábado (14). Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. Presos de facções criminosas diferentes ficam separados.

De acordo com a Sejuc, os próprios presos desligaram a energia do local e, com isso, os bloqueadores de celulares deixaram de funcionar.

Na manhã de domingo (15), militares do Bope e do Choque, além do Grupo de Operações Especiais, entraram em Alcaçuz com veículo blindado, vans e carros para acabar com rebelião. Ela foi controlada por volta das 7h20, mais de 14 horas depois do início.

Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e possui capacidade para 620 detentos, mas abriga cerca de 1.150, segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional do RN.

Transferências de presos
O secretário de Justiça, Wallber Virgolino, disse que foram identificados pelo menos seis líderes da rebelião em Alcaçuz. Eles foram isolados dentro da unidade prisional e o secretário afirmou que vai pedir a transferência deles para presídios federais.

Além disso, Virgolino afirmou que pretende fazer uma grande transferência de presos de Alcaçuz para outras unidades prisionais do Estado. O objetivo, segundo ele, é separar duas facções: Sindicato do Crime e PCC. Ele classificou o local como "cenário de barbárie".

Ainda de acordo com o secretário, a rebelião no Rio Grande do Norte não tem relação confirmada com os motins no Amazonas e em Roraima. "Não há confirmação de relação, mas com certeza as rebeliões naqueles presídios incentivaram o que aconteceu aqui."

Rebeliões e fugas
A última rebelião em Alcaçuz foi registrada em novembro de 2015. Houve quebra-quebra após a descoberta de um túnel escavado a partir do pavilhão 2. “Assim que acabou a visita social, por volta das 15h, os presos se amotinaram”, disse o secretário de Justiça da época, Cristiano Feitosa.

Mais de 100 presos conseguiram escapar do presídio no ano passado, em 14 fugas. A maioria deixou o presídio por meio de túneis escavados a partir dos pavilhões ou por buracos abertos no pé do muro, sempre sob uma guarita desativada ou sem vigilância.

Força Nacional
Na segunda-feira (9), o Ministério da Justiça prorrogou por mais 60 dias a presença da Força Nacional de Segurança no Rio Grande do Norte. Os policiais enviados pelo governo federal estão atuando no patrulhamento das ruas e podem agir na segurança do perímetro externo das unidades prisionais localizadas na Grande Natal. O prazo poderá ser novamente prorrogado, caso haja necessidade.


O sistema penitenciário do RN entrou em calamidade pública em março de 2015. Na ocasião, foram gastos mais de R$ 7 milhões para recuperar 14 presídios depredados durante motins, mas as melhorias foram novamente destruídas. Atualmente, em várias unidades as celas não possuem grades e os presos circulam livremente dentro dos pavilhões.

Segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), órgão responsável pelo sistema prisional do estado, o Rio Grande do Norte possui 33 unidades prisionais, que oferecem 3,5 mil vagas, mas a população carcerária é de 8 mil presos – ou seja, o déficit é de 4,5 mil vagas.

Acre e Amazonas
Na quinta-feira (12), presos apontados pelos setores de inteligência do Acre e do Amazonas como líderes de facções criminosas chegaram à penitenciária federal de Mossoró, na região oeste do Rio Grande do Norte. Ao todo, foram 19 detentos que foram trazidos em uma operação especial para o presídio potiguar – 14 do Acre e 5 do Amazonas.

Fonte:G1RN